21/08/2014

Salada Russa {Low Carb}

Tenho andado muito descontraída numa espécie de hipnose desde que vim de férias. Talvez por pensar que mesmo antes do final do mês, vamos ter mais uns dias para mudar de ares e ir até outras paragens. Depois conto-vos tudo. Enquanto isto, as refeições têm sido tão simples que não chegam para partilhar convosco. Do mais básico que há até porque sempre que posso fujo até à aldeia para matar saudades do meu príncipe. E tenho a certeza que isto também contribui para este meu estado de espírito. Ontem mesmo, num passeio descontraído pelas ruas da aldeia, que me lembram sempre coisas boas, tive a sensação de estar a entrar numa outra dimensão onde o tempo passa a uma velocidade diferente. Respira-se paz, calma e descontração. Tudo o que precisamos para manter a saúde mental. E ontem foi um dia cheio de encontros e re-encontros. Amigos, conhecidos, pessoas que me viram crescer e que já não via há imenso tempo. E a tal dimensão paralela que eu falo e que me faz pensar que ali o tempo passa mais lentamente "fez com que" tivesse conseguido falar com todos, sem pressa. Sabe tão bem! Por isso a minha sugestão de hoje é assim, tão descontraída e sem grandes regras. Uma salada perfeita para levar para a praia, para um piquenique no campo ou para o trabalho. Cheia de sabor e nutrientes. Sem batata nem maionese, como a tradicional. A base da salada, em alternativa à batata, é a couve e fica perfeita. Vale a pena experimentar!
Ingredientes:
1/2 couve coração de boi
2 tomates chucha maduros (são mais duros e não se desfazem neste tipo de salada)
2 cenouras
1/2 curgete
3 ovos
1 posta de bacalhau
queijo feta q.b.
sementes de girassol, sésamo e abóbora

Tempero:
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre
flor de sal
salsa fresca
1/2 cebola picada
pimenta branca

Preparação:
Corte a couve e juliana, as cenouras e a curgete aos cubos pequenos.
Leve a couve e a cenoura a cozer em água temperada com sal.
Após 7 minutos, coloque a curgete e os ovos.
Deixe levantar fervura e após 5 minutos coloque a posta de bacallhau. Deixe levantar fervura e desligue passado 1 minuto.
Escorra, coloque os ovos em água fria e deixe arrefecer os legumes e o bacalhau.

Os tempos de cozedura são importantes porque os legumes são muito diferentes. Não se deve deixar cozer demasiado senão perdemos o valor nutritivo dos mesmos.

Prepare um molho vinagrete colocando o azeite, o vinagre e o sal num frasco. Agite para emulsionar os líquidos.

Deite os legumes numa travessa, os ovos picados, o bacalhau desfiado e o tomate cortado aos cubos.
Tempere com o vinagrete, deite uma pitada de pimenta moida na hora e envolva tudo sem amassar.
Por cima, espalhe pedaços de queijo feta, a cebola e a salsa picadas.
Enfeite com sementes a gosto.



13/08/2014

Curgete em esparguete com ovos escalfados

Este Verão que me baralha, continua a surpreender-me com dias de sol envergonhado, cinzentos ou pior... chuva. Ontem pensei que estava a sonhar e afinal o Outono tinha chegado sem que eu desse conta. Chuva?! Não fossem as cores lindas do tomate e das curgetes que trago na quinta e não teria dúvidas algumas. E até os legumes andam baralhados porque habitualmente nesta altura já a colheita de tomate vai no pico enquanto que este ano chegam aos bocadinhos. Por um lado é melhor porque vai dando tempo para o consumir sem exigir manobras de emergência que o transformem em picado para os refogados ou em doce para dias de gulodice. Com sabores puros tento não inventar muito e hoje a refeição é bastante leve. Um parece que é mas não é para enganar os olhos (e o estômago!). Transformar curgete em esparguete. Já tinha feito uma vez, numa entrada bem fresca e saborosa mas hoje resolvi cozinhá-la. 
Há várias máquinas que cortam a curgete assim mas eu usei um utensílio bem simples, o descascador juliana da Tupperware. Podem ver e encomendar aqui, elas fazem envios para todo o país. A curgete fica da espessura do esparguete e pode usar-se assim, crua em saladas ou para saltear com um fio de azeite.
A frigideira linda é de ferro fundido esmaltado da conhecida marca francesa Le Creuset. Nesta época de globalização, estas peças ainda são feitas artesanalmente, a partir de um molde de areia pelo que cada uma se torna uma peça única. O ferro fundido é vertido de um enorme caldeirão chamado "Creuset" para os moldes e depois feita a sua esmaltação e vitrificação criando um acabamente duradouro. Tenho a certeza que esta ainda vai ficar para os meus netos!

Ingredientes:
1 curgete
tomates cereja ou de outra qualidade mas pequenos
2 hastes de tomilho
1 raminho de salsa
2 ovos
queijo feta
1 fio de azeite
1 colher de chá de tahine
sal e pimenta q.b.

Corte a curgete em juliana, a todo o seu comprimento de forma a ficar com fios longos de curgete.
Lave os tomates e coloque-os na frigideira com um fio de azeite. Dê umas picadas nos tomates, com a ponta da faca, para que não rebentem enquanto estão a cozinhar. Tempere-os com sal e pimenta e deixe-os cozinhar até começarem a ficar macios. Retire-os cuidadosamente e reserve.
Na frigideira deite o tahine, junte a curgete e tempere com uma pitada de sal e o tomilho. Deixe saltear em lume brando até que comece a ficar macia e com a consistência do esparguete "al dente".
Leve uma panela ao lume com água. Junte 1 colher de sopa de vinagre e quando levantar fervura junte um ovo. Deixe escalfar durante 3-4 minutos, para que nãp coza demasiado. Retire e repita com o outro ovo. (O vinagre evita que o ovo de desmanche todo enquanto está a escalfar)
Junte os tomates e os ovos à curgete,  e espalhe por cima queijo feta e enfeite com salsa fresca.
Bom apetite!

04/08/2014

Summer Colors

Duas semanas destas cores que me enchem a o coração. Duas semanas para dedicar aos que mais gosto, sem pressas nem compromissos.
Este ano levei para o sul uma resolução, acordar cedo para fazer render os dias. Os ténis foram das primeiras coisas a entrar na lista para não ter desculpas para falhar. E consegui. Acordei todos os dias a tempo de ver o levantar do sol nestas paisagens maravilhosas e ter um Algarve especial só para mim. Sem multidões nem atropelos. Um Algarve cheio de tesouros para descobrir. Cheio de cores maravilhosas. A rotina resumia-se a coisas simples como passar no mercado depois da caminhada matinal e ficar a admirar o peixe com indecisão, sem saber qual deles escolher... se pudesse trazia-os todos. Salmão, sardinha, chocos com tinta, salmonetes, chicharro, "jaquinzinhos" e douradas. Mesmo assim, faltaram os besugos e as cavalas que adoro.
As bolas de berlim de alfarroba foram a novidade deste Verão e da qual fiquei fã. Claro que as tradicionais são as tradicionais mas gostei desta versão e assim é mais uma forma de divulgar a alfarroba (os gulosas achavam que era de chocolate!). Valeram as corridas senão a balança gritava comigo de certeza!
Agora voltamos (sem grande vontade, confesso) com energias renovadas mas com olho nas próximas que estão para vir!
Obrigada por estarem desse lado e eu daqui prometo regressar com mais receitas.

Boas férias ou Bom trabalho!

p.s. Todas as fotografias foram tiradas com um smartphone ☺

21/07/2014

Panquecas integrais

Com a correria da semana passada para conseguir organizar tudo para as férias, acabei por não vos contar um daqueles momentos que me faz ter a certeza que o universo é energia e que todas as nossas ações têm uma reação nem que seja a milhas de nós. Tive uma experiência que me impressionou bastante e nem sequer me passou pela cabeça expô-la aqui mas de seguida aconteceu algo que fez com que vos venha contar. 
Um dia da semana passada, depois de deixar o principezinho na escola, passei pela pastelaria do costume só para tomar um café. Estava já para pagar quando me apercebi que estava um senhor da parte de fora a pedir esmola. O senhor estava bem vestido, lavado, composto e nunca eu pensaria, se me cruzasse com ele na rua, que ele estivesse a passar dificuldades. No entanto, lá estava ele. Na casa dos 65-70 anos, já com um saquinho com pão numa mão e uma caixa para receber as moedas na outra. Quando vi aquilo, depois de pagar o café, peguei nas moedas do troco e quando passei por ele, ofereci-lhas. O senhor, olhou-me nos olhos e agradeceu-me de uma forma tão mas tão sincera que me impressionou imenso. Apenas tive tempo de me virar, pôr os óculos de sol e dirigir-me para o carro enquanto as lágrimas me escorriam pela cara. Aquele senhor podia ser o meu pai, o meu tio, o meu vizinho... De alguma forma aquele senhor pareceu-me tão familiar que tive dificuldades em parar de chorar. O meu peito parecia estar a sufocar-me o coração e as palavras não saíram da minha boca quando liguei ao senhor cá de casa para lhe contar o que se tinha passado. Um silêncio angustiante, uma força inexplicável impediam os meus lábios de deixar sair uma única palavra... Temos tanto e damos valor apenas ao que não temos. Ao nosso lado, alguém a passar fome e nós preocupadas com coisas tão insignificantes. Depois há momentos em que nos apercebemos que a vida não é só sorrisos e que há quem não tenha uma sopa para comer, por vezes muito mais próximo do que imaginamos...
Depois deste episódio que me deu que pensar, recebi a notícia que fui a vencedora do Giveaway do Be Nice, Make a Cake. Nunca ganho nada, nem a feijões, mas alguém me disse "Isso foi a recompensa da tua boa ação!" e então tive que partilhar esta série de coincidências. O prémio foi um kit fantástico, um Xarope de Tomilho-Limão, Sabores Santa Clara, uma Tábua retangular, Gradirripas e um Doseador de Mel também Gradirripas. Tudo isto oferecido pela Drogaria Nova, na rua Alexandre Herculano nº 22 em Abrantes [está aberta todos os dias das 09h30 às 13 horas e das 14h30 às 19 horas, vale a pena visitar!].

Para vos mostrar a tal tábua linda, trago-vos umas panquecas integrais porque isto de estar de férias deixa-me mais tempo para fazer coisas boas mas saudáveis. Para acompanhar as panquecas, fruta boa cheia de cor e sabor. A fruta daqui parece que tem mel. Hoje provei a meloa, que fez juz ao cheiro que deixava na fruteira há um par de dias. Os pêssegos paraguaios são os melhores que alguma vez comi e as framboesas, são bem mais doces que as minhas. Só coisas boas!
Ingredientes:
1 ovo
30 g de manteiga sem sal
130 g de farinha para bolos
130 g de farinha integral
1 pitada de sal
2 colheres de sopa de açúcar moreno ou mascavado
300 ml de leite magro

Deite as farinhas, o açúcar e o sal numa taça.
Noutra taça bata o ovo, o leite e a manteiga. Junte às farinhas mexendo sempre. 
Deite uma concha de massa numa frigideira anti-aderente e deixe cozinhar até formar bolhas na superfície. Vire com a ajuda de uma espátula e deixe cozinhar do outro lado.
Sirva com iogurte grego e fruta fresca. 

18/07/2014

Férias {ou quase}

Quase, falta apenas o quase para sentir a areia nos pés e ver azul em todo o horizonte. O tão esperado e merecido descanso. 
Antes disso, a luta para deixar tudo em ordem antes de partir. De todas as listas que faço antes de ir de férias, esta é a que me está a deixar mais louca este ano [a minha gestão de tempo anda pelas horas da amargura...] Mas é a lista que me deixar ir sem peso na consciência e com a sensação boa de dever cumprido... Manias...
Então a lista [negra] é esta:
- Deixar a casa arrumada
- Mudar os lençóis das camas
- Limpar o frigorífico [para garantir que não fica nada esquecido que se estrague nas férias]
- Não deixar roupa suja
- Deixar sopa e uma refeição pronta a comer no congelador
- Organizar as plantas e pedir a um vizinho para as regar 
- Fazer as compras on-line e pedir para entregar na casa de férias [desde que descobri isto, não perco uma tarde, nem paciência nas filas do hipermercado]

E vocês, têm alguma "mania" especial antes de partir de férias?

14/07/2014

Waffles de pêssego {para começar bem a semana}

O primeiro dia da semana merece um pequeno almoço assim. Fruta fresca, biológica trazida da quinta dos meus pais, tempo para testar uma receita marcada num livro que recebi há imenso tempo e a companhia do meu homem mais pequeno. Perfeito seria se o senhor cá de casa ainda não tivesse saído para trabalhar mas daqui a uma semana posso repetir, já com a família completa e o azul do mar como pano de fundo! 
Esta receita vem no livro da doce Mafalda Rodrigues de Almeida que lançou o Gourmet em Casa com a editora Chiado. Tive o privilégio de receber um autografado de presente e depois de o ler, acabei por marcar várias receitas. A Mafalda é nutricionista e este livro chama-nos à atenção para erros muito comuns como por exemplo colocar os ovos na porta do frigorífico, um local onde a temperatura sofre mais oscilações contribuindo para que estes se estraguem mais depressa. Ao longo dos vários capítulos do livro, também podemos encontrar dicas para planear e fazer a lista de compras, escolher alimentos no mercado assim como algumas sugestões para usar especiarias e ervas aromáticas que muitas vezes acabamos por não usar porque não sabemos como. De uma forma muito leve e simples, a Mafalda deixa também sugestões para preparar uma festa e imensos menus especiais. As receitas são todas muito práticas e simples podendo perfeitamente ser executadas por um principiante mas com pormenores e toques muito interessantes. 
Por estarmos precisamente numa época de fruta, estas waffles foram a minha primeira escolha. Adaptei a receita e usei farinha integral e açúcar amarelo para minimizar os estragos do piquenique de ontem. Uma receita perfeita para repetir muitas e muitas vezes. 

Ingredientes:
1 chávena de farinha integral
3 colheres de sopa de becel pro-activ 
3 ovos
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1/2 colher de flor de sal
1 colher de chá de fermento para bolos
1,5 dl de leite
2 pêssegos maduros
canela para polvilhar 

Ligue a máquina de fazer waffles.
Numa taça, deite os ovos, o açúcar, a manteiga e o leite. Mexa bem para misturar.
Noutra taça, misture a farinha, o sal e o fermento.
Deite os ingredientes líquidos lentamente por cima dos ingredientes sólidos e vá mexendo sempre com um fouet. 
Por fim, junte os pêssegos cortados aos cubinhos e envolva. 
Coloque meia concha de massa na máquina de fazer waffles, feche e deixe cozer durante 2 ou 3 minutos, até estarem douradas. 
Sirva com fruta fresca, polvilhadas com canela e disfrute de um pequeno almoço saudável e muito saboroso!

13/07/2014

Os exames e os mais pequenos {e eu fui tão feliz!}

(via: kindnessgirl)

O dia amanheceu cinzento, ainda cheguei a pensar que o piquenique que tinhamos programado para hoje iria ser um fiasco mas felizmente as nuvens dissiparam e o céu azul deixou o sol brilhar.
O Choupal  é um dos nossos locais preferidos para fazer piqueniques mas este ano ainda não tínhamos conseguido ir até lá. 
Ontem à noite fiz um brownie de chocolate porque o combinado era partilhar o almoço com todos os participantes. Depois da aventura da manhã em que os pais fizeram aula de ginástica com os filhos (eu A-MEI o trampolim e o senhor cá de casa mostrou ao principezinho que consegue fazer o pino!) este piquenique soube pela vida. A sombra das árvores nem deixava perceber o calor que estava e lembrei-me porque é que este é um dos sítios que mais gosto na cidade. Bastava estar um bocadinho mais cuidado para ser perfeito. 
O principezinho levou duas amigas do coração, mesmo do coração que até as apresentou como irmãs. Uma mais velha e uma mais nova (segundo ele) e como as idades batem certo, houve quem acreditasse. Mas depois do almoço, conversa puxa conversa, férias, notas, e apercebo-me que a mais velha vai para o 4º ano em Setembro. Na minha inocência de mãe de um de 7 anos a caminho do 2º ano, perguntei-lhe se para o ano já iria ter os tais exames, ao que ela me responde de imediato que sim e que já andava a pensar mais nisso do que propriamente nas férias. É normal, pergunto eu aos pais de meninos maiores? 
É mesmo necessário sujeitar os miúdos a tanto stress e tanta pressão? 
São os exames assim tão necessários?  
É por estas e por outras que continuo a dizer que tive uma infância muito mais feliz...
 
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